Dramas para negros e prólogo para brancos: antologia de teatro negro-brasileiro
Organização: Abdias Nascimento.
Ano de publicação e editora: Temporal, 2024
Dia 18 de outubro, sábado
Horário: 14h
Local: Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 – Bela Vista, São Paulo – SP,
CEP: 01317-000
Entrada gratuita
Não é necessário retirar ingressos
A Temporal, em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), anuncia a esperada reedição da antologia Dramas para negros e prólogo para brancos. Esta coletânea, composta por nove peças escritas especialmente para o Teatro Experimental do Negro (TEN), tem organização de Abdias Nascimento, um dos fundadores e principal articulador do grupo. O lançamento em outubro comemora os 80 anos da fundação do TEN e traz de volta às prateleiras essa obra histórica e essencial para o cenário cultural e social brasileiro.A nova edição inclui as nove peças e prólogo, presentes na edição original, de 1961, além de textos inéditos que evidenciam a trajetória e a relevância do TEN, tanto no contexto da dramaturgia quanto na luta contra o racismo. Entre as peças reunidas estão títulos como O filho pródigo, de Lúcio Cardoso, Sortilégio, mistério negro, de Abdias Nascimento – em sua primeira versão –, Anjo negro, de Nelson Rodrigues, entre outros. O volume conta ainda com apresentação de Elisa Larkin Nascimento, diretora do Ipeafro; prefácio da pesquisadora e dramaturga Leda Maria Martins; e um ensaio da coreógrafa e multiartista Carmen Luz; além de escritos do próprio Abdias e textos biográficos sobre os autores, produzidos pelo historiador Christian Moura. Fotos históricas das primeiras montagens das peças, de autoria de José Medeiros e Carlos Moskovics, também foram incluídas à edição.
Ficha técnica:
Organização: Abdias Nascimento.
Prefácio: Leda Maria Martins.
Ensaio: Carmen Luz.
Textos biográficos: Christian Moura.
Editor: Philippe Curimbaba Freitas.
Coordenação editorial: Amanda Negri
Bate papo sobre o livro com Christian Moura. Mediação de Deise de Brito. Apresentação: APÊAGÁ.
Christian Moura
Pai de Maiysha, historiador graduado pela Faculdade de História, Direito e Serviço Social da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), câmpus de Franca. Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP e doutor em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA/UFMG). Atualmente, é professor de História no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e pesquisador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi/IFSP). É autor de textos biográficos na reedição do livro Drama para negros e prólogo para brancos (Temporal e Ipeafro, 2024). Roteirista do documentário Ecos do Teatro Experimental do Negro, dirigido por Daniel Solá Santiago, também desenvolve pesquisas e é autor de uma obra inédita sobre a história do TEN, a ser lançada pela Editora Objetiva.
Editora Temporal
Fundada em 2018, a Temporal nasceu a partir do projeto de trazer ao público brasileiro obras da dramaturgia contemporânea, tanto nacional como estrangeira, inéditas ou esgotadas no país. Dada a amplitude do universo teatral, a temporal também publica textos teóricos e críticos que ajudem a refletir sobre as obras ficcionais desse gênero.
Deise de Brito
Nordestina, baiana de Salvador, nascida e criada no Engenho Velho de Brotas. Morou em São Paulo durante 16 anos. Atualmente está nômade – reside no próprio corpo e mora no mundo. Namora quadril, ocupa-se de si quando escreve, é tia de 08 , madrinha derretida de duas piscianas, artista do corpo, educadora, autora e crítica cultural. Graduada em Licenciatura em Teatro pela UFBA. Formada pela Escola de Dança da FUNCEB. Especialista em História , Sociedade e Cultura pela PUC-SP. Mestra em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP e Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Dedica-se a projetos de formação continuada para profissionais da educação básica. Está professora colaboradora do Mestrado profissional em Artes da Cena da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) (SP). Tem experiências com investigações, imersões e compartilhamentos na Áustria, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Neste sentido, vive amores- pesquisas a respeito de artistas negres a partir de diálogos entre corpo, ancestralidade, memória e arquivo nas diásporas negras das Américas – Latina , Caribenha e do Norte – sendo idealizadora e matrigestora do site “Arquivos de Okan”.