Gira de Conversa: ABRE-ALAS: festivais em aquilombamento
Data: 20 de outubro, segunda-feira
Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01216-001
Entrada gratuita
Horário:16h
Entrada gratuita
Participantes:
Aline Mohamad – curadora do Instituto Brasileiro de Teatro (IBT)
Aline Vila Real – diretora do Centro de Teatro da Funarte
Carlos Gomes – coordenador de Curadorias e Programação do Itaú Cultural
Ellen de Paula – idealizadora do Dona Ruth: FTNsp
Gabriel Cândido – idealizador, diretor e curador do Dona Ruth: FTNsp
Érika Mourão – gerente da GEAC do Sesc SP
Natalia da Silva Martins – técnica de Teatro na Gerência de Ação Cultural do Sesc SP
Thiago Pirajira – diretor artístico da Mostra Cura de Artes Cênicas Negras (Porto Alegre e Pelotas – RS)
Verusya Correa – diretora e curadora do Festival de Dança Itacaré (BA)
Soraya Martins – curadora do Dona Ruth: FTNsp – 4ª edição
Mediação: Deise de Brito e Guilherme Diniz
Apresentação: APÊAGÁ.
Nesta Gira de Conversa teremos como foco da discussão as possibilidades de articulação, cooperação e produção de estratégias curatoriais para a circulação e descentralização das artes das cenas negras no Brasil e no mundo.
O Abre-Alas: festivais em aquilombamento nasce do desejo de evidenciar as convergências, confluências e diferenças do Festival de Dança Itacaré/BA, da Mostra Cura de Artes Cênicas Negras (Porto Alegre e Pelotas – RS) e do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo.
O encontro tem como base o movimento como noção típica da diáspora negra, que trança possibilidades de se relacionar, criar e recriar em comunidade. Estar em movimento é a ação mesma de ser-quilombo, de manifestação que transborda os vazios, ocupa os espaços físicos e, sobretudo, simbólicos, faz-se presente, futuro e passado.
A partir desse encontro, interessa criar um campo de possibilidades de produção, curadoria, descentralização e circulação que colabore para o fortalecimento artístico e político das artes da cenas negras. Este aquilombamento é em movimento, passa por Itacaré, Minas Gerais, São Paulo, Porto Alegre e Pelotas, mas não só, pois não se limita a esses territórios.
Como primeiras ações do Abra-Alas, teremos nas programações dos três festivais trocas de ideias e debates com os representantes de cada evento, além de contar com a participação de gestoras/es culturais de instituições, artistas das artes da cena, curadoras/es críticos, professores etc, bem como a curadoria compartilhada do espetáculo Danúbio, do Grupo Sutil Ato de Sobradinho/DF, como obra em fluxo.
Aline Mohamad
Produtora cultural há 25 anos, integrou o núcleo de curadoria do Centro Cultural São Paulo por 5 anos, sendo 3 como Curadora de Teatro. Atualmente é Diretora de Curadoria do Instituto Brasileiro de Teatro – iBT. Idealizadora e autora do espetáculos “Oz” e “JORGE pra sempre VERÃO”, com direção de Rodrigo França; e idealizadora dos espetáculos “O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King”, de Jeff Stetson, com direção de Isaac Bernat (primeira montagem brasileira do espetáculo) e “Eu, Moby Dick”, de Pedro Kosóvski, com direção de Renato Rocha. Aline é ainda Idealizadora e Curadora da “Ocupação Ovárias”, que foi indicada ao prêmio Shell de Teatro 2019 na categoria INOVAÇÃO por fomentar o protagonismo estético-político das mulheres . Durante a pandemia fundou o “Sarau Possível”, um experimento cênico pandêmico, que ficou em cartaz por 7 semanas consecutivas e teve sua estreia em maio de 2020. Já assinou a produção de mais de 30 espetáculos.
Aline Vila Real
Gestora cultural, curadora e diretora artística, com ampla atuação nas artes cênicas e na gestão pública. Foi integrante do grupo teatral Espanca! por dez anos, coordenando a produção do coletivo e do Teatro Espanca!, em Belo Horizonte. Atua ainda com dramaturgia e assistência de direção em projetos teatrais e audiovisuais. Atuou na curadoria e direção artística de importantes festivais, como o Festival Internacional de Arte Negra (BH), Encuentro Mujeres Afro en Escena – América Latina y Caribe, no Peru, a mostra Polifônica Negra, Festival de Teatro Negro da Universidade Federal de Minas Gerais, Porto Alegre em Cena (RS) e o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE). Na gestão pública, foi diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura de BH (2017–2022), sendo responsável pela gestão dos teatros municipais e por projetos como o Circuito Municipal de Cultura e o Centro de Referência da Dança. Também colaborou na implementação da Lei Aldir Blanc. Atualmente, é diretora do Centro de Teatro da Funarte e articuladora do Programa de Interancionalização das Artes, no eixo de Difusão da Política Nacional das Artes.
Carlos Gomes
Carlos Gomes é bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp desde 2001 e formado em Pedagogia pela UFSCar desde 2016. Mestre em Economia pela UFRGS. Foi integrante do Grupo do Santo (1998 a 2005). Autor da pesquisa que resultou em1 livro e 7 curtas documentários “Um batuque memorável no Samba Paulistano”. Coordenou o programa de Fomento ao Teatro (2014-2015). É coordenador do núcleo de Curadorias e Programação
Artística no Itaú Cultural (desde 2016).
Ellen de Paula
Idealizadora e diretora do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo e diretora executiva da Viração Educomunicação. Mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, é pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e em Educação em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba. Gestora em direitos humanos, produtora cultural, educadora e atriz, atua há 18 anos nos campos da arte, cultura e educação, com foco na promoção de direitos de adolescentes e jovens, gestão criativa e criação artística.
Gabriel Cândido
Diretor, dramaturgo, performer e produtor. Autor das dramaturgias “Fala das Profundezas” (Editora Javali/ 2019), “Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta” (Editora Letramento/2019) e “Nossa Conquista” (Editora Entremares/ 2023). Formado pela SP Escola de Teatro no curdo de Atuação (2015), é integrante e co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), e idealizador, diretor e curador do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo. Em 2023 e 2024 foi curador convidado do Festival de Teatro de Araraquara (SLAMC). Atualmente é estudante de História na Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).
Érika Mourão
Érika Mourão Trindade Dutra, mulher negra, mãe, educadora e gestora cultural. Graduada em Educação Física e pós graduada em Animação Sociocultural na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Gestão de Negócios para Executivos na Fundação Getúlio Vargas, Especialização em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos e Gestão Cultural pela PUC – RJ. Atualmente cursa o Programa de Desenvolvimento de Executivos da Fundação Dom Cabral. Atuou como educadora nas redes pública e particular de ensino e, há 35 anos, trabalho no Serviço Social do Comércio – Sesc, no estado de São Paulo, sendo, desde 2006, como Gerente, função já desempenhada nas unidades São Caetano, Itaquera e Vila Mariana.
Natália Martins
Natural de Ribeirão Preto, é bacharela em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e mestra em Educação: Currículo pela PUC SP. Atualmente integra a equipe de teatro do Sesc SP. Foi programadora das unidades Sesc Campo Limpo e Sesc Santana onde desenvolveu ações nas linguagens de artes visuais, música, circo, dança, teatro e educação em saúde. Passou por outras instituições culturais trabalhando em áreas diversas, como Museu Paulista, Fundação Bienal, MAC-USP e MIS-SP.
Soraya Martins
Artista-pesquisadora-docente/crítica/ curadora independente. Professora de Teatro da Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR. É autora do livro “Teatralidades-Aquilombamento: várias formas de pensar-ser-estar em cena e no mundo” (Editora Javali/ 2023). É a curadora convidada da 4ª edição do Dona Ruth: FTNsp, curou o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte- FIT-BH 2024 e 2018 e integrou a equipe curatorial do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia-FIAC de 2019 a 2021. É pós-doutora em Literatura, Outras Artes e Mídia (UFMG).
Thiago Pirajira
Artista cênico, professor, curador e pesquisador. Doutor em Artes Cênicas, mestre em Educação e bacharel em Teatro pela UFRGS. É professor na graduação em Teatro e na pós-graduação em Artes no Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Artista nos grupos e coletivos Pretagô e Usina do Trabalho do Ator. É diretor artístico da CURA- Mostra de Artes Cênicas Negras. Pesquisa experiências e práticas performativas negras em perspectiva multidisciplinar.
Verusya Correia
Doutoranda, bolsista da FAPESB e Mestre do Programa de Pós-Graduação em Dança na UFBA, idealizadora, diretora artística e curadora do Festival de Dança Itacaré, integrante da Associação Casa Ver Arte/ Núcleo da Tribo – grupo de dança, autora do livro Pilates & Dança: livro-aula para práticas de Coreotonia. Nestes últimos anos o grupo Núcleo da Tribo produziu quatro espetáculos de dança contemporânea: Os filhos os contos, Vamos pra costa?, o Toque de guerra e o Samba que Soma; a oficina Da Totalidade ao Vamos pra costa?; duas danças filmadas e intervenções artísticas. Todas essas investigações cênicas partiram das análises do contexto local, relatos das experiências vividas pelos moradores do bairro Porto de Trás – Quilombo Urbano. Dando visibilidade aos modos de organização e composição das poéticas relacionado ao cotidiano, os corpos negros dos moradores do bairro Porto de trás, no município de Itacaré/BA. Hoje é professora substituta da UFSB/CJA. E tem em sua investigação a relação entre dança, cidade e corpo dissidente.
Deise de Brito
Nordestina, baiana de Salvador, nascida e criada no Engenho Velho de Brotas. Morou em São Paulo durante 16 anos. Atualmente está nômade – reside no próprio corpo e mora no mundo. Namora quadril, ocupa-se de si quando escreve, é tia de 08 , madrinha derretida de duas piscianas, artista do corpo, educadora, autora e crítica cultural. Graduada em Licenciatura em Teatro pela UFBA. Formada pela Escola de Dança da FUNCEB. Especialista em História , Sociedade e Cultura pela PUC-SP. Mestra em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP e Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Dedica-se a projetos de formação continuada para profissionais da educação básica. Está professora colaboradora do Mestrado profissional em Artes da Cena da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) (SP). Tem experiências com investigações, imersões e compartilhamentos na Áustria, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Neste sentido, vive amores- pesquisas a respeito de artistas negres a partir de diálogos entre corpo, ancestralidade, memória e arquivo nas diásporas negras das Américas – Latina , Caribenha e do Norte – sendo idealizadora e matrigestora do site “Arquivos de Okan”.
Guilherme Diniz
Pesquisador, crítico teatral e professor. É graduado em Teatro (EBA/UFMG), mestre e doutorando em Estudos Literários (FALE/UFMG). É crítico teatral e coeditor do site Horizonte da Cena (MG), tendo já realizado coberturas de diversos festivais de teatro do país, como a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITSP); o Mirada: Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas (SP), o Festival de Curitiba (PR), o Festival Internacional de Teatro de BH (MG) e a Segunda Black (RJ). É membro da Associação Internacional de Críticos Teatrais (IACT/AICT), iniciativa ligada à UNESCO. Realizou graduação-sanduíche na Universidade de Coimbra, pelo programa Abdias Nascimento/CAPES (2017-2018). É consultor e crítico cultural do Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte e integra o júri do Prêmio Shell de Teatro. Foi diretor artístico do Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida em Pará de Minas (MG) entre 2019 e 2023.