Quilombo Artístico-Pedagógico: Oficina DA TOTALIDADE AO VAMOS PRA COSTA? Uma experiência dançante com a corda. Topa?

Orientação: Verusya Correia (Itacaré/BA)

 

INSCRIÇÕES ATÉ 20 DE OUTUBRO 

GRÁTIS

INSCREVA-SE PELO FORMULÁRIO: https://forms.gle/zqut7Uj5qr3FQACHA 

Data: 22 de outubro, segunda-feira

Horário: 10h às 14h 

Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, CEP: 01216-001 (próximo das estações de metrô Santa Cecília e Marechal Deodoro  – linha vermelha)

 

Quantidade de participantes:
20

Faixa-etária:

Pessoas maiores de 18 anos.

Público-alvo:

Oficina aberta para artistas e não artistas, para toda e qualquer pessoa interessada em processos de criação, movimento e dança

 

Atenção! A confirmação da participação será feita por email no dia 21/10

Dúvidas: quilomboartisticodonaruth@gmail.com

Esta oficina parte das elaborações do processo criativo do espetáculo Vamos pra costa? do Núcleo da Tribo. Neste encontro será abordado e apresentado a laboração da criação e as experiências desta ação de pesca no litoral do sul da Bahia. No espetáculo Vamos pra Costa?, o processo de criação começou em janeiro de 2015. Um desejo do Magno Rocha (Miquiba), um dos dançarinos, em produzir um espetáculo de dança sobre a pesca artesanal – sua composição é feita por moradores do bairro Porto de trás, de outros bairros e convidados, que ocorre na praia da costa, localizada na outra margem do Rio de Contas, em Itacaré/BA. O propósito é começarmos a dialogar e experimentar a partir da organização da pesca movimentos corporais.

Durante o processo iremos abordar as seguintes perguntas: como é a organização desta pesca? Quem participa e qual a sua função? Para que serve? Quais os elementos necessários para atividade? E sua função? O que acontece em alto mar? E quando a rede chega em terra, o que ocorre?  

Através do trabalho de improvisação, seleções de materiais a partir da experiência dançante com a corda, analisaremos os modos de organização, os modos de participação dessa oficina.  Com as experiências, podemos conhecer um pouco mais sobre a pesca da Costa, assim como a nossa relação com o nosso cotidiano: a relação de hierarquia e de confiança, o poder da visibilidade, os tensionamentos, a observação, a especificidade de cada corpo em executar uma determinada ação, a temporalidade. 

 

VERUSYA CORREIA Doutoranda, bolsista da FAPESB e Mestre do Programa de Pós-Graduação em Dança na UFBA, idealizadora, diretora artística e curadora do Festival de Dança Itacaré, integrante da Associação Casa Ver Arte/ Núcleo da Tribo – grupo de dança, autora do livro Pilates & Dança: livro-aula para práticas de Coreotonia. Nestes últimos anos o grupo Núcleo da Tribo produziu quatro espetáculos de dança contemporânea: Os filhos os contos, Vamos pra costa?, o Toque de guerra e o Samba que Soma; a oficina Da Totalidade ao Vamos pra costa?; duas danças filmadas e intervenções artísticas. Todas essas investigações cênicas partiram das análises do contexto local, relatos das experiências vividas pelos moradores do bairro Porto de Trás – Quilombo Urbano. Dando visibilidade aos modos de organização e composição das poéticas relacionado ao cotidiano, os corpos negros dos moradores do bairro Porto de trás, no município de Itacaré/BA. Hoje é professora substituta da UFSB/CJA. E tem em sua investigação a relação entre dança, cidade e corpo dissidente.

instagram: @nucleodatribo