Quilombo Artístico-Pedagógico: residência artística Confluências Brasil-Colômbia
Data: 18 a 26 de outubro
Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo – SP. A atividade acontecerá em outros locais da cidade a partir do plano de trabalho das participantes.
Horário: diversos horários durante a programação do festival.
Atenção: essa atividade não é aberta ao público.
Participantes: Deise de Brito, Swagga e Ymoirá Micall
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Esta residência artística acontece a partir de uma parceria entre o Ministerio de las Culturas, las Artes y los Saberes de Colombia, o Centro Nacional de las Artes Delia Zapata Olivella, o Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo e a Funarte.
Aqui, as três artistas irão compartilhar os seus processos de criação, interesses e expressar as suas referências e confluências estéticas, poéticas, políticas, éticas e territoriais com o objetivo de instaurar um processo de co-produção internacional. Neste primeiro momento, dentro da programação do Dona Ruth: FTNsp – 4ª edição, a atividade acontece de forma fechada e sem previsão de abertura de processo público. Já o segundo momento, que prevê a continuidade do processo de criação em Bogotá, na Colômbia, em 2026 tem com um dos objetivos um compartilhamento aberto para espectadores
Com essa residência pretende-se potencializar e aproximar as relações culturais das artes negras-diaspóricas dos dois países e fomentar a co-produção e circulação de artistas e espetáculos.
A escolha das brasileiras se deu a partir do critério de selecionar artistas brasileiros que já estariam dentro da programação da 4ª edição do Dona Ruth cuja as suas práticas fossem transversais entre a teoria e a prática. A seleção da artista colombiana, por sua vez, aconteceu por meio de um edital aberto pelo Ministério da Cultura da Colômbia especialmente para a ocasião do festival. Tanto a curadoria brasileira do Festival como os servidores públicos colombianos participaram da escolha das três artistas.
Deise de Brito
Nordestina, baiana de Salvador, nascida e criada no Engenho Velho de Brotas. Morou em São Paulo durante 16 anos. Atualmente está nômade – reside no próprio corpo e mora no mundo. Namora quadril, ocupa-se de si quando escreve, é tia de 08 , madrinha derretida de duas piscianas, artista do corpo, educadora, autora e crítica cultural. Graduada em Licenciatura em Teatro pela UFBA. Formada pela Escola de Dança da FUNCEB. Especialista em História , Sociedade e Cultura pela PUC-SP. Mestra em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP e Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Dedica-se a projetos de formação continuada para profissionais da educação básica. Está professora colaboradora do Mestrado profissional em Artes da Cena da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) (SP). Tem experiências com investigações, imersões e compartilhamentos na Áustria, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Neste sentido, vive amores- pesquisas a respeito de artistas negres a partir de diálogos entre corpo, ancestralidade, memória e arquivo nas diásporas negras das Américas – Latina , Caribenha e do Norte – sendo idealizadora e matrigestora do site “Arquivos de Okan”.
Swagga
Artista com uma abordagem antirracista, baseada na premissa de que a arte é política e nossos corpos são bibliotecas de poder onde o movimento é história e o dever é dignificá-lo sempre que possível. Yurlei Cortés Ortega, cujo nome artístico é Swagga, de Bogotá, Colômbia, iniciou sua carreira artística com um ano de estudos de teatro, atuação e expressão corporal na Academia Charlot. Dançarina folclórica por seis anos, completou parte de sua formação na academia Tambores de Cleo. Posteriormente, iniciou sua formação em estilos urbanos de “street dance” no Dunkan Dance Studio. A partir daí, expandiu sua formação e habilidades performáticas por meio de workshops nacionais e internacionais. Frequentou diversas academias na cidade e em todo o país como dançarina e instrutora. Sua especialização em ensino concentra-se em danças africanas modernas: Ndombolo, Coupé Décalé, Azonto, Afrohouse, Kuduro e Amapiano. Em seu desenvolvimento como dançarina e performer, ela trabalha a versatilidade e a integridade da artista, trabalhando também com estilos como dancehall, house, hip hop, contemporâneo e afrocontemporâneo, entre outros. Atualmente, é dançarina independente, integrante do coletivo Prieto Cardume-Art, do grupo Tama Oruncó e performer da companhia cubano-francesa La Frontera, com a qual apresentou o trabalho “Occupation 2.0” na Colômbia (2024) e na França (2025). Ela também participa de diversos projetos em Bogotá.
Ymoirá Micall
Fundadora da Cia. Sacana de Teatro y Dança, diretora de teatro, atriz, dramaturga, coreógrafa, DJ y produtora musical. Ymoirá possui uma carreira como atriz (0051854/SP) há 20 anos, tendo uma experiência teatral ampla, com prática também em laboratórios de criação cênica, direção de movimento, direção de palco y orientação artística. Entre as mais recentes montagens de texto autorais, estão: Fracassadas BR (2023) indicada ao 34o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Dramaturgia, Terra Brasilis Top Trans Pindorâmica (2023), publicada pela 9a Mostra de Dramaturgia em pequenos formatos cênicos do Centro Cultural São Paulo, Distrito T – Cap. 1 (2022), premiada pelo 30o Festival Mix Brasil na categoria Dramática. Entre os trabalhos mais recentes em que atuou estão: UMA (2021), solo coreográfico realizado em São Paulo y Rio de Janeiro, Fuerza Bruta (2015 a 2019), espetáculo de teatro realizado no Brasil , Coreia do Sul y Uruguai.