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Os Quilombos Artísticos Pedagógicos são os espaços de formação e criação do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo. Aqui, pessoas indígenas e negras com atuações em diversas artes e áreas de pesquisa se encontram com o público para instaurar, de forma coletiva, processos de estudos e experimentações artísticas e pedagógicas. 

Narrativas de si: metodologias de pesquisa biográfica de Ruth de Souza

Orientação: Julio Claudio da Silva (AM/ RJ) e Sandra Almada (RJ)
Data: 26, 27 e 28 de outubro
Horário: 18h às 20h
Formato: online, atividade fechada para pessoas inscritas previamente
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Zoom

Público
Pessoas negras e indígenas a partir dos 18 anos de idade com interesse em estudos biográficos, artes e cultura afro-brasileira.

Vagas 30

Como estudar as relevantes trajetórias de estrelas negras das artes cênicas brasileiras? Por que a livre escolha de um ofício ganha dimensão política e histórica? Ao longo dos séculos os estudos das biografias têm despertado significativo interesse entre historiadores, jornalistas, literatos, sociólogos, antropólogos e o público em geral. Nas últimas décadas as memórias e biografias das personagens negras tem se destacado neste segmento, em função das demandas dos movimentos negros e da aplicação da Lei 10.639/03. O objetivo deste Quilombo Artístico-Pedagógico é discutir algumas possibilidades de pesquisa de cunho biográfico. Ao mesmo tempo, pretendemos socializar experiências de investigação sobre a trajetória da artista Ruth de Souza, a partir das narrativas de si e de outrem, presente em fontes orais e do cotejo dos acervos privados e públicos, com registros de suas trajetórias.

Julio Claudio da Silva é Professor da Universidade do Estado do Amazonas e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas. É autor, entre outros trabalhos, do livro “Uma estrela negra no teatro brasileiro: relações raciais e de gênero nas memórias de Ruth de Souza” (Manaus: UEA Edições, 2017). No momento desenvolve a pesquisa “Relações raciais, gênero e memória: a trajetória de Léa Garcia entre o Teatro Experimental do Negro e Ganga Zumba (1951-1963)”, no âmbito do Estágio de Pós-Doutorado desenvolvido, junto ao Programa de Pósgraduação em História da Universidade Federal Fluminense.

Sandra Almada
Sandra Almada é jornalista, escritora, Mestre em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Tem 10 anos como professora universitária e mais de 20 anos como jornalista, trabalhando para diversas publicações. Tem, ainda, três livros publicados, entre eles, “Damas Negras”, com as trajetórias de vida e profissional das atrizes Ruth de Souza, Zezé Motta, Léa Garcia e Chica Xavier. Também foi repórter do Programa “Espelho”, apresentado por Lázaro Ramos, no Canal Brasil. Em 2021 acaba de concluir o prefácio do livro “Sobre Vivências” do rapper MV Bill.

Atenção:
Esta atividade vai ocorrer via Zoom, por isso será necessário que todas as pessoas participantes baixem o aplicativo em seus dispositivos. 

Inscrições encerradas

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