O Festival
O Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo (Dona Ruth: FTNsp) mobiliza encontros, fruições, reflexões e diálogos entre o público e artistas, grupos, coletivos, companhias e agentes culturais cujas produções artísticas se afirmam, por meio de diversos modos de fazer, como artes negras-diaspóricas. Assim, o Dona Ruth: FTNsp celebra os Teatros Negros enquanto experiências artísticas históricas e contemporâneas e, ao mesmo tempo, se propõe como um território de ação política, poética, estética e ética para o exercício da cidadania.
Permanentemente, o festival homenageia a atriz Ruth de Souza (1921-2019) como um gesto afetivo, dando a este território o nome de “Dona Ruth”, reconhecendo esta mulher negra e artista como uma das atrizes mais importantes da história do teatro, cinema e teledramaturgia do Brasil, que através de sua excelência técnica e ativismo, tornou-se uma referência ética, artística e intelectual, bem como um símbolo de abertura de caminhos para pessoas negras artistas de diferentes gerações.
Idealizado pela atriz e gestora cultural Ellen de Paula, e pelo diretor e dramaturgo Gabriel Cândido, o festival realizou a sua 1ª edição em 2019; a 2ª edição em 2020 em formato online devido à pandemia do Covid-19; e a 3ª edição em 2021 em formato híbrido ainda sob os efeitos da pandemia. Além das edições anteriores do evento, o festival promoveu atividades especiais, como 100 anos de Ruth de Souza: um sonho que se no tempo em 2021, o lançamento do livro Entre Mira, Serafina, Rosa e Tia Neguita: a trajetória e o protagonismo de Léa Garcia de Júlio Claudio da Silva, com participação da própria atriz e do cineasta Joelzito Araújo, em 2023; e a edição Pré-Festival: compartilhamentos curatoriais, também em 2023.
O Dona Ruth: FTNsp está assentado na seguinte estrutura:
Pensamento Curatorial: processo de pesquisa que conduz as escolhas artísticas dos conteúdos e a forma da programação, isto é, a escolha de todas as atividades e como estas escolhas estarão organizadas numa dimensão conceitual.
Espetáculos: produções das artes da cena, performances e expressividades artísticas de outras manifestações culturais espetaculares com autoria negra e indígena.
Quilombos Artísticos-Pedagógicos: espaços de pesquisa, criação e compartilhamento de saberes. Aqui, artistas e pesquisadores se encontram com o público para instaurar processos e experimentações artísticas e pedagógicas em formatos de residências e oficinas de forma coletiva e colaborativa.
Giras de Conversa: reflexões críticas acerca do teatro, da sociedade e da cultura. As Giras promovem também encontros com artistas, críticos, pesquisadores e público em geral, para percorrer os caminhos visíveis e invisíveis evocados pelos espetáculos presentes na programação.
Encontro com Ruth de Souza
Foi assim, com muita alegria e emoção, que demos início ao Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo em 2019. Desde sempre, pedimos licença para quem veio antes de nós e para quem está chegando agora. Não inventamos e tampouco temos a pretensão de inventar algo, somos apenas uma das muitas continuidades de uma história maior. Por isso queremos que nós, as nossas e os nossos permaneçam!
Confira a 1ª, 2ª e a 3ª edição
Conheça as atrações e pensamento curatorial das edições anteriores do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo.