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No Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo – 3ª edição, os Atos Artísticos são criações cênicas audiovisuais online e apresentações presenciais de artistas indígenas(es) e negras(es/os) de diferentes regiões do Brasil que transitam entre as linguagens do teatro, da performance, da dança e das artes visuais

Xawara – Deus das Doenças ou Troca Injusta

Juão Nyn (RN)
Data: 30 de outubro, sábado. 21h
Formato: presencial com público reduzido
Local: Teatro João Caetano
Essa atividade contará com interpretação em Libras.
Atividade presencial. Use máscara, higienize as mãos e respeite o distanciamento.
Grátis
Os ingressos deverão ser retirados na bilheteria do Teatro João Caetano 1 hora antes do início da apresentação.
Classificação indicativa: Livre
Duração: 50min 

Sinopse

Feito para manifestar critica acerca do que o artista chama de as 1ª Colonizações Européias (virulentas e bacterológicas), as quais também mataram tantos indígenas desde 1492, Xawara, deus das doenças na cosmovisão Indígena Yanomami, representado nessa performance por um cocar, feito em 2015, com mais de 120 seringas pelo próprio artista, retrata essas violências que vez ou outra voltam. Os relatos orais das pessoas indígenas mais velhas de diversos povos nativos, principalmente litorâneos, chegam a dizer que cerca de ⅓ das populações originárias foram dizimadas dessa maneira, apenas pelo contato. Que as areias das praias ficaram vermelhas de sangue. Se esse cocar, antes não fazia sentido coerente para algumas pessoas, duvidamos que a partir dessa nova pandemia e quando tudo isso que estamos vivendo passar, pós crise global de COVID19, pós campanhas de vacinação, ele não faça. Em 2021 esse cocar passou também a representar a ciclicidade das pandemias, o eterno retorno das precauções que precisam existir nas decisões de contato. O incômodo necessário. A performance trata-se sobre o inverso do conceito nativo de “boa distância”, a má e irresponsável aproximação.

Ficha técnica

Direção: Juão Nyn
Paramentação: Mbodjape
Iluminação: Rodrigo Silbat
Trilha Sonora: Malka
Video Arte: Daniel Minchoni
Projeção: Flavio Alziro
Contra-regra: Mara Carvalho
Produção: WN Produções

Sobre o artista

Juão Nyn é multiartista, atua na performance, no teatro, no cinema e na música. Potyguar(a), 32 anos, ativista comunicador do movimento Indígena do RN pela APIRN, integrante do Coletivo Estopô Balaio de Criação, Memória e Narrativa, da Cia. de Arte Teatro Interrompido e vocalista/compositor da banda Androide Sem Par. Formado em Licenciatura em Teatro pela UFRN, está há sete anos em trânsito entre Natal e São Paulo. Como ator migrante, montou “A Cidade dos Rios Invisíveis” em 2014, 3º peça da “Trilogia das Águas”, dirigida por João Batista Júnior, em residência artística no Jardim Romano, bairro da extremo Leste de SP onde completaram em 2019, 100 (cem) apresentações da obra com 5 temporadas, ganhando assim, o Prêmio SHELL de 2019 na categoria Inovação. Também atuou no filme “FOME” (2015) de Cristiano Burlan, contracenando com o ator, ex-crítico de cinema, Jean Claude Bernadet e no filme “A Moça do Calendário” (2016), dirigido por Helena Ignez. E 2019 lançou o segundo disco da banda Androyde sem Par, intitulado RUYNAS, pela segunda edição do edital de Incentivo a Criação Artística – Linguagem Música. Atualmente, lançou o 1° livro, intitulado TYBYRA – Uma tragédia Indígena Brasileira, aprovado pelo PROAC dramaturgia 2019, estreou a peça “RESET NORDESTE” com o Coletivo Estopô Balaio em julho em plataforma online e está em pré-produção do espetáculo ” Ma’e  Yyramõi – Mar à vista ” numa parceria entre a Cia de Arte TEATRO INTERROMPIDO e o Coletivo Nhandereguá de Teatro da Terra Indígena Piaçawera,  prevista para quando a pandemia passar.

Emerson Pontes é um artista visual indígena. Formada em Biologia e mestre em Ecologia, parte também da arte educação em comunidades de beiras de rios. Reside em Manaus, território industrial no meio da Amazônia Central, onde se transforma para viver Uýra, uma manifestação em carne de bicho e planta que se move para exposição e cura de doenças sistêmicas coloniais.

O Grupo de artes Dyroá Bayá, da Etnia Tariano do 3º clã, com seu local de origem de Iauaretê, que fica localizado no amazonas, foi para Manaus em 2003 e desde então vem trabalhando com divulgação de sua cultura mostrando a sua arte ancestral para a sociedade atual. Através de oficinas, apresentações em escolas, praças, conferências, hotéis, atuando em filmes, séries, clipes, comerciais, contação de histórias, peças de teatro. O Grupo é formado por Severiano Kedasery ancião do grupo, Rosa Peixoto, Anderson Kary Báya, Aline Souza ,Mônica Bary e Dayane Nunes. Esse é o atual grupo de artes Dyroá Bayá. O grupo atualmente reside em São Paulo, atuando e ecoando seus saberes ancestrais para mais lugares.

Atenção:
Não será permitida a entrada nas dependências do Teatro João Caetano sem uso de máscaras. 

Endereço
Teatro João Caetano – R. Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo – SP, CEP: 04038-020

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